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segunda-feira, 6 de setembro de 2010
IPMMI
Cidadã Joseense


Deus caprichou nas linhas tortas ao escrever a história da religiosa Maria Domitilla de Jesus Hóstia, 89 anos, da Congregação das Pequenas Missionárias de Maria Imaculada, de São José dos Campos. Nascida no Rio de Janeiro, em 1920, na época capital do Brasil, ela fez a diferença na vida de pessoas carentes em São José por causa de uma doença.

Na cidade, irmã Domitilla ajudou a expandir a congregação, trabalhou para a fundação da Diocese de São José, colaborou para o credenciamento da Univap (Universidade do Vale do Paraíba) junto ao Ministério da Educação e acompanhou as fases do processo de canonização da fundadora da ordem, madre Maria Teresa de Jesus Eucarístico, já considerada Serva de Deus pelo Vaticano -- primeiro passo para a beatificação.

A importância dela para o município foi reconhecida pela Câmara de São José, que concedeu à religiosa o título de cidadã joseense, em 13 de novembro. "Fiquei mui to feliz com o gesto de carinho. Acabei me apaixonando pela cidade que adotei como lar", diz irmã Domitilla.

A ligação dela com a cidade começa em 1944, quando ainda morava com os pais no Rio. Batizada com o nome de Yedda Quirino Simões, a religiosa descobriu estar com tuberculose após exames médicos para dar aulas. Especialistas orientaram que ela se mudasse para uma cidade de clima mais ameno.

"Havia duas opções: Belo Horizonte ou Campos do Jordão. Mas Deus havia traçado outro caminho. Vim para São José, cidade que nem constava em meu mapa", conta.

Ela e a mãe vieram de trem para a cidade, em 1946, e o destino a fez bater nas portas do Sanatório Maria Imaculada, administrado pela recém-criada Congregação das Pequenas Missionárias.

Ao ver a fundadora madre Maria Teresa pela primeira vez, Domitilla sentiu que Deus começava a revelar o caminho que escolhera para ela. Prestes a completar 90 anos de vida e 60 de mi ssão religiosa, irmã Domitilla mora no Maria Imaculada e convive com religiosas muito mais jovens, para quem tem sempre uma palavra de afeto.

Alexandre Alves
Extraído do Jornal Vale Paraibano - 22/11/09