segunda-feira, 6 de setembro de 2010
IPMMI
História
O Instituto das Pequenas Missionárias de Maria Imaculada, Congregação brasileira de Direito Pontifício , nasceu em São José dos Campos, São Paulo, Brasil.
Quando começou sua história, essa cidade era considerada uma das melhores estâncias climáticas do país. Chamavam-na "Cidade Esperança" , por causa do seu clima salubre, propício, por condições especiais de altitude, grau de umidade e outros fatores, ao tratamento da Tuberculose. Grande era o número de doentes que a procuravam.
Sanatório
Foi precisamente em busca de melhoras para a sua saúde que ela chegou, em 7 de junho de 1922, uma jovem professora paulistana, DULCE RODRIGUES DOS SANTOS. Tinha apenas 21 anos.
Dulce e sua mãe Helena Herold
 Uma força interior profunda se escondia naquele corpo delicado e enfermo. A chama viva de um ideal consciente, definido, animava seu olhar profundo, doce e penetrante e inspirava todos os seus atos. Desejava ser religiosa. Sua vinda para São José dos Campos significava apenas um retardar de seus planos. Aceitou-o
No decorrer do seu tratamento, a jovem pôde observar que muitas moças, buscando também recuperação da saúde, não encontravam o ambiente moral e a assistência espiritual de que tanto necessitavam. Havia, nas muitas pensões para tuberculosos, muita promiscuidade e degradação moral. A convicção de que iriam morrer levava, não pouca vezes, os doentes a se entregarem a satisfações e prazeres de toda a espécie.
 Sanatório
Logo restabelecida, enquanto aguardava a hora de Deus, Dulce começou a se dedicar a essa espécie de apostolado. A sede de evangelização, o desejo de levar Cristo àqueles pobres enfermos de corpo e alma, a envolveram. E ei-la a visitar os doentes, a falar-lhes de Deus, de seu amor, do valor redentor do sofrimento. Levava-lhe revistas, jornais, boas leituras, mas, sobretudo, levava-lhes a caridade transbordante de seu coração. Quando os sentia preparados, procurava-lhes um sacerdote para ouvi-los, para levar-lhes a Eucaristia e o conforto dos sacramentos. Foi nessa necessidade de atender os doentes, que muitas vezes ela precisou recorrer ao Pe. Ascânio Brandão.
Padre Ascânio Brandão
Foi ele que, certa vez, levou ao conhecimento de Dom Epaminondas Nunes d’Ávila e Silva, 1º Bispo de Taubaté,
Dom Epaminondas
 Diocese a que, então pertencia São José dos Campos, o trabalho silencioso e oculto dessa jovem, à qual já se havia unido outras moças, atraídas pelo mesmo ideal e reunidas em um pequeno pensionato.
Dulce e companheiras na pensão
Dom Epaminondas desejava muito organizar uma associação religiosa que dessa assistência aos enfermos. Mandou, pois chamar a jovem, que – sentindo-se indigna – relutou em atender. Logo sentiu, porém, a vontade do Senhor. Foi a Taubaté. Era julho de 1931. Era a hora de Deus! Suas almas se encontraram... Os santos se compreendem de imediato... Dulce entendeu. Solicitada pelo santo Bispo, de volta a São José dos Campos, em oração aos pés da Virgem, escreveu com precisão e clareza o que deveria ser a obra a ser iniciada. Estava convencida. O Senhor a conduzira pelo estranho caminho da enfermidade. Era ali que Ele a queria. Era pequena e fraca. Por isso, cabia-lhe ser a Fundadora de uma nova Família Religiosa. Seria ela a 1ª Pequena Missionária de Maria Imaculada, nome escolhido por Dom Epaminondas e que deveria concretizar um carisma todo particular: uma vida de intensa oração e união com Deus, na humildade e simplicidade, a se derramar em fecundo apostolado.
15 de agosto de 1932, constituída uma Associação Pia. As cinco jovens passaram a usar um simples uniforme e a ensaiar os primeiros passos de vida religiosa.
As 5 primeiras: Dulce Rodrigues dos Santos, Dulce Monteiro Machado, Maria da Conceição Portugal e Sousa, Ida Cavaton e Francisca Corrêa
Dulce passou a ser chamar Me. Maria Teresa de Jesus Eucarístico e Dom Epaminondas permitiu-lhe usar o hábito idealizado por Me. Teresa.
Dom Epaminondas e as Irmãs.
Deus, porém, quis pôs à prova a fidelidade de suas servas. Gravemente enfermo, Dom Epaminondas teve que se transferir para o Rio de Janeiro. Lá, no dia 27/06/1935, indo visitá-lo, Me. Teresa, acompanhada de outra religiosa, recebeu para todo o seu grupinho a última bênção de seu santo Pai. No dia 29 ele partiria para o Senhor. Despedindo-se de suas filhas, no seu leito de morte, ele dissera: “Se a obra for de Deus, ela não perecerá. Confiem e esperem”. Precisamente um ano após a última bênção de Dom Epaminondas às suas filhas, a 27/06/1936, o Santo Padre Pio XI assinava o Decreto de aprovação das Constituições e autorização para a sua Ereção Canônica.

Outras datas importantes:


08/11/1936 – Ereção Canônica, ou seja, data de nossa Fundação. Primeiro ato oficial do 2º Bispo de Taubaté, Dom André Arcoverde de Albuquerque Cavalcanti na Diocese.

21/11/1936 – Votos perpétuos de Madre Teresa.

08/12/1936 – Votos das 7 primeiras Pequenas Missionárias, às quais foi dispensado o noviciado canônico

11/02/1952 – Decreto de Louvor, assinado pelo papa Pio XII, tornando-a Congregação de Direito Pontifício

08/12/1964 - Em pleno Vaticano II, recebeu de Paulo VI a aprovação definitiva do Instituto, como garantia absoluta de que a Congregação – em seu espírito, em suas obras, atividades e objetivos – está dentro do espírito da Igreja e atinge as necessidades atuais do mundo e as exigências da evangelização.
   
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