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O Instituto das Pequenas Missionárias de Maria Imaculada, Congregação brasileira
de
Direito
Pontifício
, nasceu em São José dos Campos,
São Paulo, Brasil. |
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Quando começou sua história, essa cidade era considerada uma das melhores
estâncias climáticas do país. Chamavam-na
"Cidade
Esperança"
,
por causa do seu clima salubre, propício, por condições especiais de altitude,
grau de umidade e outros fatores, ao tratamento da Tuberculose. Grande era o
número de doentes que a procuravam. |
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Foi precisamente em busca de melhoras para a sua saúde que ela chegou, em 7 de
junho de 1922, uma jovem professora paulistana, DULCE RODRIGUES DOS SANTOS.
Tinha apenas 21 anos. |
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Uma força interior
profunda se escondia naquele corpo delicado e enfermo. A chama viva de um ideal
consciente, definido, animava seu olhar profundo, doce e penetrante e inspirava
todos os seus atos. Desejava ser religiosa. Sua vinda para São José dos Campos
significava apenas um retardar de seus planos. Aceitou-o |
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No decorrer do seu tratamento, a jovem pôde observar que muitas moças, buscando
também recuperação da saúde, não encontravam o ambiente moral e a assistência
espiritual de que tanto necessitavam. Havia, nas muitas pensões para
tuberculosos, muita promiscuidade e degradação moral. A convicção de que iriam
morrer levava, não pouca vezes, os doentes a se entregarem a satisfações e
prazeres de toda a espécie. |
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Logo restabelecida, enquanto aguardava a hora de Deus, Dulce começou a se
dedicar a essa espécie de apostolado. A sede de evangelização, o desejo de levar
Cristo àqueles pobres enfermos de corpo e alma, a envolveram. E ei-la a visitar
os doentes, a falar-lhes de Deus, de seu amor, do valor redentor do sofrimento.
Levava-lhe revistas, jornais, boas leituras, mas, sobretudo, levava-lhes a
caridade transbordante de seu coração. Quando os sentia preparados,
procurava-lhes um sacerdote para ouvi-los, para levar-lhes a Eucaristia e o
conforto dos sacramentos. Foi nessa necessidade de atender os doentes, que
muitas vezes ela precisou recorrer ao Pe. Ascânio Brandão. |
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Foi ele que, certa vez, levou ao conhecimento de Dom Epaminondas Nunes d’Ávila e
Silva, 1º Bispo de Taubaté, |
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Diocese a que, então pertencia São José dos Campos, o trabalho silencioso
e oculto dessa jovem, à qual já se havia unido outras moças, atraídas pelo mesmo
ideal e reunidas em um pequeno pensionato. |
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Dom Epaminondas desejava muito organizar uma associação religiosa que dessa
assistência aos enfermos. Mandou, pois chamar a jovem, que – sentindo-se indigna
– relutou em atender. Logo sentiu, porém, a vontade do Senhor. Foi a Taubaté.
Era julho de 1931. Era a hora de Deus! Suas almas se encontraram... Os santos se
compreendem de imediato... Dulce entendeu. Solicitada pelo santo Bispo, de volta
a São José dos Campos, em oração aos pés da Virgem, escreveu com precisão e
clareza o que deveria ser a obra a ser iniciada. Estava convencida. O Senhor a
conduzira pelo estranho caminho da enfermidade. Era ali que Ele a queria. Era
pequena e fraca. Por isso, cabia-lhe ser a Fundadora de uma nova Família
Religiosa. Seria ela a 1ª Pequena Missionária de Maria Imaculada, nome escolhido
por Dom Epaminondas e que deveria concretizar um carisma todo particular: uma
vida de intensa oração e união com Deus, na humildade e simplicidade, a se
derramar em fecundo apostolado. |
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15 de agosto de 1932, constituída uma Associação Pia. As cinco jovens passaram a
usar um simples uniforme e a ensaiar os primeiros passos de vida religiosa. |
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Dulce passou a ser chamar Me. Maria Teresa de Jesus Eucarístico e Dom
Epaminondas permitiu-lhe usar o hábito idealizado por Me. Teresa. |
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Deus, porém, quis pôs à prova a fidelidade de suas servas. Gravemente enfermo,
Dom Epaminondas teve que se transferir para o Rio de Janeiro. Lá, no dia
27/06/1935, indo visitá-lo, Me. Teresa, acompanhada de outra religiosa, recebeu
para todo o seu grupinho a última bênção de seu santo Pai. No dia 29 ele
partiria para o Senhor. Despedindo-se de suas filhas, no seu leito de morte, ele
dissera: “Se a obra for de Deus, ela não perecerá. Confiem e esperem”.
Precisamente um ano após a última bênção de Dom Epaminondas às suas filhas, a
27/06/1936, o Santo Padre Pio XI assinava o Decreto de aprovação das
Constituições e autorização para a sua Ereção Canônica. |
Outras datas importantes:
08/11/1936 – Ereção Canônica, ou seja, data de nossa
Fundação. Primeiro ato oficial do 2º Bispo de Taubaté, Dom André Arcoverde de
Albuquerque Cavalcanti na Diocese.
21/11/1936 – Votos perpétuos de Madre Teresa.
08/12/1936 – Votos das 7 primeiras Pequenas Missionárias, às quais foi
dispensado o noviciado canônico
11/02/1952 – Decreto de Louvor, assinado pelo
papa Pio XII, tornando-a Congregação de Direito Pontifício
08/12/1964 - Em pleno
Vaticano II, recebeu de Paulo VI a aprovação definitiva do Instituto, como
garantia absoluta de que a Congregação – em seu espírito, em suas obras,
atividades e objetivos – está dentro do espírito da Igreja e atinge as
necessidades atuais do mundo e as exigências da evangelização. |
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