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Em meados de 1888 uniram-se em matrimônio e tiveram 7 filhas, das quais Dulce
era a caçula. |
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Madre Maria Teresa de Jesus Eucarístico nasceu em São Paulo aos 20 de janeiro de
1901, recebendo o nome de Dulce Rodrigues dos Santos. Foi batizada em 29 de
junho de 1902, na Igreja Santa Cecília, na mesma cidade, cercada de carinho
pela mãe (viúva aos 37 anos) e pelos irmãos mais velhos, sobretudo por Gabriela,
que assumiu o cuidado da caçulinha, enquanto a mãe se lançava ao trabalho, Dulce
crescia como uma florinha delicada. Era frágil de constituição, mas de uma
surpreendente vitalidade. |
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Zelosa pela formação dos filhos, Da. Helena matriculou sua caçulinha no
Externato São José, das Irmãs de São José de Chambèry, onde a irmã Gracia já
estudava. Dulce tinha apenas 8 anos; matriculada no 2º ano infantil – assim era
a seriação naquele tempo – logo manifestou os raros dons de inteligência com que
fora agraciada.Foi no Externato São José que Dulce fez sua Primeira Comunhão. Era o dia 1º de
setembro de 1912, um Domingo e – como acontecerá em todas as datas marcantes de
sua vida - uma festividade de Maria: Nossa Senhora da Penha. Foi muito marcante
na sua formação o contato com aquelas religiosas, fazendo despertar cedo, em seu
coração, o gosto pela oração, estruturar sua vida de piedade e delinear a sua
espiritualidade: um grande amor à Eucaristia e uma filial e terna devoção a
Nossa Senhora. Aos 16 anos escreveu uma pequena oração que rezava após a
comunhão:
“...Ó Jesus, tirai-me a faculdade de buscar fora de vós o afeto de que a
minha alma sente a sede ardente... Tomai-me toda para vós e nada deixai de mim
para as criaturas... Consumi-me inteiramente ao fogo do vosso amor!...” |
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Ao terminar os estudos no Colégio São José, matriculou-se na Escola Normal da
Praça da República “Caetano de Campos”, posteriormente Instituto de Educação.
Foi nesse período, principalmente, que revelou seus raros dotes de inteligência.
Fez um curso brilhante, formando-se professora em 29 de novembro de 1919, com 18
anos. Exerceu por algum tempo a função de substituta em algumas classes, tendo
sido também professora de Educação Física. Ao lado das atividades de professora,
Dulce buscava crescer em sua vida de união com o Senhor a quem escolhera amar e
servir acima de tudo e através de todas as coisas. Já então alimentava o sonho
de se fazer religiosa, convicta de que esse era o caminho a que Deus a chamava.
Seu amor profundo por Nossa Senhora se enraizava sempre mais em seu coração. Sob
seu olhar materno, privadamente, fez pela primeira vez, seus votos particulares,
consagrando-se ao Senhor. Foi a 15 de agosto de 1921. E, com mais seis jovens
formou o “Grupinho da Virgem”, com a finalidade de intensificar a devoção a
Nossa Senhora e de orar, de modo especial, pela proclamação do dogma da Assunção
de Maria. Já a essa época, delineava-se diante de sua alma contemplativa, um
sonho: ser carmelita, buscar na solidão do claustro sua união com o Divino
Esposo que escolhera, ou antes, que a escolhera. |
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