 |
|
Abertura do Processo de Canonização |
Após rica preparação, chegou afinal o esperado dia 17 de agosto de 1997: Festa
da Assunção de Maria (transferida para o Domingo), Dia dos Consagrados e
marcando agora o início de um novo tempo para a Congregação.
O local escolhido foi a Catedral de São Dimas, por ter maior capacidade de
reunir um grande número de pessoas e também por ser mais central, de fácil
acesso. Domingo, 19:30h, tudo preparado. Às 19:15h todas as luzes da Igreja
foram apagadas e através de um telão instalado no local, foi possível a toda a
assembléia assistir ao filme de Nossa Madre carinhosamente. A emoção foi geral,
tanto nas pessoas que conheceram a Madre como naquelas que a estavam vendo pela
primeira vez. Em seguida, tivemos a Missa, solenemente celebrada pelo nosso
caríssimo então Bispo Diocesano, Dom Nelson Westrupp, scj. |
 |
|
Dom Nelson |
|
Concelebraram com ele, nosso saudoso, Dom João Hipólito, na época Bispo de
Lorena e muitos Padres da Diocese e convidados.
Não podemos nos esquecer que entre tantos convidados para esse acontecimento
estavam presentes alguns parentes de Nossa Madre, em sua maioria sobrinhos.
Ao iniciar a Sessão de Abertura do Processo, toda a assembléia pôde acompanhar
cada passo da Sessão através dos comentários feitos. No desenrolar dessa Sessão
foram apresentados à assembléia os membros nomeados para o Tribunal: Frei
Patrício Sciadini como o Postulador, |
 |
|
Frei Patricio |
|
|
nosso Bispo Dom Moacir Silva (na época Padre Moacir) como Promotor de Justiça;
bem como a Lista de Testemunhas. No término, foi comunicado a toda Assembléia
que os aposentos de Madre Teresa, no Sanatório Maria Imaculada, estariam abertos
à visitação do povo, de segunda a sexta-feira das 15 às 17 horas, sábado e
domingo das 08 às 10. Horários que ainda vigoram para os que os desejam
conhecer. |
 |
|
Dom Moacir |
|
|
Coleta de Provas Documentais e Testemunhais - Fase Diocesana |
Em 1996, por volta de setembro, não se havia ainda iniciado oficialmente o
trabalho do Tribunal e a Prova Documental. Estávamos em tempo de pesquisa na
Congregação toda. Cada Irmã foi convidada a dizer por escrito tudo o que pensava
ou sabia de convivência, sobre a vida e as virtudes de sua Fundadora, a mostrar
a heroicidade de suas virtudes, por exemplos, fatos, bem como ainda demonstrar a
sua fama de santidade.
As Irmãs se despojaram de suas relíquias pessoais da Serva de Deus: cartões com
dedicatórias, santinhos com seus escritos, fotos, conselhos especiais dados a
elas em algum momento da vida, objetos com os quais foram presenteadas pela
Serva de Deus, cartas, enfim, tudo o que cada uma guardava com desvelo e
carinho. Passamos a nos entusiasmar por esse início do Processo de tal modo que
quase não agüentávamos esperar... Desejávamos que tudo estivesse pronto.
Como as pessoas nos ajudaram! Correria risco citando nomes, mas o de Ir. Teresa
Margarida, do Carmelo de Cotia, não pode ser esquecido. Em 1996 fui com mais
algumas Irmãs para tomar as primeiras lições com ela e logo percebemos o quanto
queria nos ajudar; entretanto, diante de nossa simplicidade e pobreza de
conhecimentos em matéria de processos de canonização, ficou em dificuldades para
nos convencer de que não era tão fácil assim e que deveríamos nos preparar para
trabalhar muito e sofrer muito também. Lá estivemos várias vezes e ela foi
incansável em nos acolher, em nos alertar sobre as situações sérias exigidas
pelo Direito Canônico.
Foram quatro anos e quatro meses de trabalho oficial, acrescidos ainda de uns
oito meses de preparação e de coleta de dados. Quando, na cerimônia de
Encerramento da fase Diocesana, no dia 25 de novembro de 2001, foram lacradas as
caixas contendo muitos volumes seja da prova testemunhal, seja da prova
documental da comissão Histórica presidida pelo nosso querido Dom Antonio Afonso
de Miranda, foi uma emoção muito grande, como que um despojamento da
Congregação, doando à Igreja os segredos de sua Fundadora.
Jamais será esquecido aquele dia, bem como o dia da chegada dessas caixas a
Roma, as quais, acompanhadas por Frei Patricio e um grupo de Irmãs foram
entregues à Congregação para as Causas dos Santos. Sigamos em frente agora, na
fase romana, aguardando sempre a sabedoria e a palavra mestra da Santa Igreja. |
|
Trajetória Romana de um Processo de Canonização |
Quatro anos e meio de trabalho empenhativo, enfrentado com alegre confiança. E
quantas estimulantes descobertas, em que aprofundamos vários aspectos da vida da
Serva de Deus e aprofundamos o seu ensinamento para melhor aderirmos a ele.
Além da equipe, à qual foi dada a responsabilidade direta do trabalho, ele foi
sustentado também por outras Irmãs Pequenas Missionárias, que pela oração e
sacrifício de sua vida conseguiram, de dentro de seu anonimato dar uma
contribuição real e indispensável ao bom êxito do processo. Mas a tudo isso,
nossa então Madre Vera Letícia já se referiu e soube agradecer oficialmente, por
ocasião da Sessão de Encerramento do Processo, aludindo também às graças e
frutos espirituais trazidos pelo Processo da Serva de Deus Maria Teresa a toda a
nossa Congregação. E foi nesse espírito de júbilo e confiança, que entregamos o
processo à Congregação para as Causas dos Santos, no Vaticano, no último 18 de
dezembro, exatamente às 9:15 horas.
No entanto, para a Igreja, o nosso processo ainda não terminou, apenas começou.
Para entendermos, um pouco, a trajetória romana de um processo de canonização,
cabe lembrar o seguinte:
1º) Tendo recebido o processo, a Congregação para as Causas dos Santos começa a
estudar a validade jurídica do mesmo. Isto é, se durante toda a instrução do
processo ouvindo testemunhas ou recebendo documentos foram observadas e
atendidas pelo Tribunal todas as rubricas canônicas da Igreja. Esta avaliação
dura, mais ou menos, um ano ou dois. Se constatado que tudo no processo foi
feito de acordo com a legislação vigente para os processos de canonização, a
Congregação para as Causas dos Santos emitirá o "Decreto de Validade Jurídica"
do processo.
2º) É após a emissão deste decreto, que se começa realmente o estudo da vida,
virtudes e fama de santidade da Serva de Deus. Para isto, a referida Congregação
romana delega um de seus Relatores para cuidar do processo. A Congregação para
as Causas dos Santos possui sete Relatores, e entre eles são distribuídos todos
os processos de canonização do mundo inteiro, que chegam à Santa Sé.
3º) O Relator indicado, antes de assumir a responsabilidade do processo, chama o
Postulador da Causa (o da Serva de Deus Maria Teresa é o Padre Ildefonso
Moriones, Postulador Geral dos Carmelitas Descalços), e pergunta-lhe se haverá
pessoal disponível para esse trabalho, que são chamados de "colaboradores
externos" e que costumam ser pessoas pertencentes à Congregação do Servo de
Deus. De preferência, o colaborador externo deve conhecer a vida do Servo de
Deus, em profundidade; o ambiente em que ele viveu. Deve conhecer, ainda, a
montagem do processo, os documentos nele constantes, além de ter facilidade para
com um ds quatro idiomas oficiais da Congregação para as Causas dos Santos:
latim, italiano, francês, espanhol. Atendidas estas exigências, começa a
elaboração da "Positio super Virtutibus", que consiste em três partes:
a) um "sumário" do processo de canonização, tanto da parte testemunhal como da
parte documental;
b) uma biografia histórica da Serva de Deus;
c) a "Informatio", que vem a ser uma apresentação e um resumo da "Positio", que
o Postulador da Causa faz para o Relator nomeado pela Santa Sé.
A "Positio", portanto, é o primeiro trabalho romano; por assim dizer, é a
matéria prima do processo, e que deve ser muito bem elaborada, pois é a Positio
que os Cardeais Consultores irão ler e não propriamente o processo para
estabelecerem a prática das virtudes da Serva de Deus. É nisto que consiste a
fase romana de um processo sobre a vida, virtudes e fama de santidade de um
Servo de Deus.
Como disse Ir. Vera Letícia, toda a nossa Congregação, deverá aguardar, em
comunhão com a Igreja, o pronunciamento da Santa Sé sobre o nosso processo.
Nossa postura será sempre de docilidade e respeitosa obediência à Igreja, em
cujas mãos depositamos, no dia 18 de dezembro de 2001, o processo de nossa
querida Fundadora.
Que nossa expectativa e oração expressem a nossa alegria e esperança. |
|
Clique aqui e veja a Oração para alcançar graças e pedir a glorificação da Serva
de Deus Madre Teresa |
|
|
|
|
|
|