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Acometida de uma pleurisia, após exames, foi constatada uma tuberculose
pulmonar. Àquele tempo, a Medicina ainda não encontrara recursos para a cura
dessa insidiosa moléstia, chamada também de “peste branca”. Resolveu-se, então,
levá-la para São José dos Campos, estância do Vale do Paraíba, afamada por seu
clima propício ao tratamento da tuberculose. |
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Foi a 7 de junho de 1922. Deixando São Paulo, de trem, rumo ao interior, chegam à estação ferroviária de São José dos Campos.
Aquela tarde, uma tarde como tantas outras, sem que ninguém sequer o pressentisse, nem mesmo a própria Dulce, era a tarde da semente caindo na terra fecunda, onde iria germinar, passados os sofrimentos que o envolvem, no silêncio da terra, o despertar de uma nova vida. Nossa doente passou por muitas vicissitudes .Após um ano e oito meses de tratamento em São José dos Campos, não obtendo uma melhora satisfatória de sua saúde, foi decidido que iria para Campos do Jordão, para o que se chamava “um choque de clima”.
Dona Helena, sua mãe e companheira, precisava voltar a São Paulo. Dulce ficou só. Sofreu bastante. Muitas vezes, mais tarde, referia-se a essa época como um tempo de provações, em que experimentou a amargura da solidão. Certamente foi a escola em que melhor aprendeu a compreender com tanta caridade e ternura o sofrimento daqueles que o Senhor lhe confiaria.
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Deixando Campos do Jordão, por achar o médico que a altitude não lhe estava fazendo bem, Dulce voltou para São José dos Campos.
Sua saúde parecia, enfim, melhorar, mas um novo período de sofrimento se iniciava. Dona Helena, sua mãe, que havia regressado a São Paulo, adoeceu gravemente.
Dulce foi o seu anjo bom. Assistiu-a com carinho, corajosamente, até à sua morte, ocorrida a 28 de janeiro de 1926.
Voltou para São José, para a mesma Pensão de onde saíra havia pouco – a Pensão de Da. Cecília.
O ambiente das Pensões Sanatoriais àquela época não era bom. Muita promiscuidade, muita liberdade de costumes.
Por motivos de prudência, deixou de vez as Pensões. Com duas companheiras, Ziza e Euricêmia, também doentes em recuperação e que comungavam de seus princípios, alugou uma pequena casa, à rua Sebastião Hummel nº 422, em janeiro de 1927. Bondosamente, Dr. Nelson D’ Ávila, que acompanhava com carinho suas pacientes, foi seu fiador. Amigo generoso será ele sempre, até a sua morte, em 1953.
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