 |
|
Com 13 anos apenas junto aos irmãos Manoel, Aristides e Alcebíades, ingressou no
Seminário de Diamantina. |
 |
|
Seminário de Diamantina - MG |
|
|
Aprimorou ali sua inteligência e firmou seu caráter na rija formação
disciplinar, sob a direção dos padres Lazaristas. |
 |
|
Padre Bartolomeu |
|
|
Aos 17 de julho de 1882, na capela do Seminário de Diamantina, o Diácono
Epaminondas recebeu das mãos de Dom João Antonio dos Santos (foto abaixo), a
sagrada ordem do Presbiterado. |
 |
|
Dom João Antônio dos Santos |
|
 |
 |
 |
|
Padre Nondas |
|
Era vigário no Serro um sacerdote muito culto, PE. José Maria dos reis. Dom João
nomeara PE. Epaminondas seu coadjutor. Esteve nesta função de julho de 1892 a
Agosto de 1896, assumindo nesse ano a missão de Vigário. Amigo de todos, fez-se
anjo de paz. O zelo pela salvação das almas, no então PE. Epaminondas fazia
lembrar o dos santos.
“O púlpito é sagrado. É para se pregar a Palavra de Deus. É preciso que o
padre respeite o púlpito para que seja respeitada a Palavra de Deus.”
Vivia angustiado pelas tristes contingências do mundo e aspirava recolher-se a
uma ordem religiosa, onde na paz e na quietude da meditação mais se aprofundasse
em Deus. Foi justamente nessa oportunidade que o Arcebispo de Diamantina o
consultava, em nome do Santo Padre Pio X, se aceitava a Diocese de Taubaté. Ele,
porém, assombrado pelo pesado encargo procurava fugir. Porém, diante de inúmeros
argumentos apresentados pelo Bispo concluiu: “V. Excia. Resolva e disponha
de mim. Obedecerei. Seja o que Deus quiser! Pertenço à Igreja!” Em 29 de
abril de 1909, Pio X o nomeia Bispo de Taubaté. (Clique
aqui e leia mais). |
 |
|
Dom Epaminondas quando Bispo de Taubaté |
|
Três ideais dominaram a vida espiritual de Dom Epaminondas:
PREGAR A PALAVRA DE DEUS
FUNDAR A IMPRENSA DIOCESANA
FUNDAR UM SEMINÁRIO
Dom Epaminondas foi uma grande semeador da Palavra da verdade do Evangelho,
desde a sua primeira visita pastoral. E quando a enfermidade o prendeu em sua
residência, fez do jornal a tribuna de sua pregação. Nunca usou a sua palavra,
na tribuna ou no jornal, senão para semear a Verdade do Evangelho.
O segundo ideal de Dom Epaminondas foi, por isso mesmo, a imprensa diocesana. Em
10 de janeiro de 1910, saía à luz da publicidade “O Lábaro”, jornal da Diocese
(link para: http://www.pegalvao.com/labaro/historico.htm) Dom Epaminondas,
através da imprensa diocesana, foi o doutrinador incansável de seu rebanho. “O
Lábaro” levava anonimamente as contínuas e maravilhosas lições do pastor
admirável.
Após a imprensa Diocesana, o grande Bispo de Taubaté fundou o Seminário
Diocesano, a 20 de fevereiro de 1910. Foi esse seminário que, na comemoração das
bodas de prata episcopais de Dom Epaminondas, lhe oferecia o presente de 80
sacerdotes.

Rua Lúcio de Mendonça – Rio de Janeiro – uma casa modesta foi o cenário em que a
morte viria colher a Dom Epaminondas. A dolorosa notícia da agonia de Dom
Epaminondas fora transmitida à Diocese de Taubaté.
Desde a manhã de 27 de junho começaram a chegar os seus padres queridos.
Recebia-os com o olhar cheio de ternura e com uma expressão de carinho.
Chamava-os: “Os meus padres, os meus queridos padres... Que grande graça Deus me
concede! Morrer cercado de padres e de meus padres e de padres amigos!”
Na manhã de 27 de junho recebe a última visita de suas filhas, as Pequenas
Missionárias de Maria Imaculada. Abençoou-as ofegante e murmurou: “Seja o que
Deus quiser... Nossa Congregação está nas mãos de Nosso Senhor...”
28 de junho,
sexta-feira, festa do Sagrado Coração de Jesus.
“Ó Coração de Jesus, tende
misericórdia de mim! Dentro de vossa chaga escondei-me!”
Fora um dia de terrível
agonia e sofrimento.
E não cessava de orar...
“Passio Christi, conforta-me!
Paixão de Cristo, confortai-me!”
Oito sacerdotes amigos lhe cercavam o leito.
Olhava-os com ternura de pai. E repetia várias vezes:
“Que graça! Entre padres e
padres amigos... Quero muito bem aos meus padres!”...
Pediu que lhe trouxesse a
imagem e a relíquia de Santa Teresinha. Beijava-as e repetia jaculatórias:
“Sagrado Coração de Jesus, tende misericórdia de mim! Maria Santíssima, minha
Mãe, refúgio dos pecadores, rogai por este pobre pecador! São José! São José,
nesta minha última agonia, ajudai-me. Santa Teresinha, rogai por mim.”
No dia 29
de junho, sábado, foi celebrada a Santa Missa no quarto vizinho. À hora da
Consagração abaixou a cabeça e fechou os olhos num gesto de adoração. Comungou
pela última vez. Recolheu-se profundamente. Uma crise terrível e dolorosa após o
Santo sacrifício da Missa.
“Ajude-me! Ajude-me!” Dizia angustiado!
“Meus padres,
sejam fiéis a Jesus Cristo e à Sua Igreja! Se Deus me der como espero a graça da
salvação hei de pedir muito no céu pelos meus padres!” Estava exausto. Fez o
sinal da cruz e beijou a imagem e a relíquia de santa Teresinha.
Repetiu até
expirar:
“Sagrado Coração de Jesus, tende piedade de mim! Maria Ssma, refúgio
dos pecadores! São José! São José Santa Teresinha!”
Calou-se... Concentrou-se um
instante. E depois, olhar vivo, bem diferente de um olhar de agonizante,
contemplou a coroa de padres que lhe cercava o leito. Balbuciou com dificuldades
algumas jaculatórias e expirou. Primeiras horas de sábado, 29 de junho de 1935.
|
Trechos do Elogio de Dom Epaminondas Nunes D’Ávila e Silva Titular da Cadeira nº
11 da Academia Taubateana de Letras pronunciado pelo Acadêmico Dom Antonio
Afonso de Miranda – Bispo Emérito de Taubaté. 20 de junho de 2001.
“Como titular
da cadeira Dom Epaminondas Nunes D’Ávila e Silva, cumpro hoje o dever, para mim
honroso, de evocar das sombras de um passado quase centenário, a personalidade
veneranda de meu patrono e também meu predecessor na sede episcopal de Taubaté.
Devo confessar que, desde a minha adolescência, uma simpatia particular me ligou
a Dom Epaminondas, quando ouvi falar dele pela primeira vez. (...) Era
efetivamente, Dom Epaminondas um literato, que merecesse as honras de “imortal”
numa Academia? Se não publicou sequer uma obra? (...) Pondero que ele, em sua
extrema humildade, não se presumia literato. Escrever para ele foi exigência
imprescindível de seu ministério pastoral. (...) No entanto, o estilo vigoroso
destes escritos (...) consagra-o como literato, isto é, um homem de letras,
conhecedor da matéria que versava num português fluente, gramaticalmente
correto, invejável. (...) E é com emoção e profundo respeito que, ocupando
imerecidamente a cadeira que tem o seu nome, presto à memória de Dom
Epaminondas, educador exímio, exemplo insigne de caridade, fundador do Seminário
Santo Antonio, idealizador e pai das Pequenas Missionárias de Maria Imaculada,
fundador do jornal “O Lábaro”, jornalista exímio, escritor anônimo, porém
esmerado e fluente literato entre os que melhor o foram nestas paragens do Vale
do Paraíba, é com profundo respeito e emoção, Senhoras e Senhores, que presto à
sua memória a modesta homenagem deste meu discurso.” |
|
|
|
|
|
|